A Bitburger Braurei, empresa alem? produtora de cerveja, está fazendo uma promoç?o e vai oferecer 10 mil litros da bebida para o primeiro time que derrotar o Bayern de Munique, líder ainda invicto do Campeonato Alem?o. A informaç?o é da ag?ncia ANSA.
O Bayern, inclusive, alcançou a 15? vitória consecutiva no Nacional, sendo nove pela temporada passada e seis neste ano.
dose completa
Mr. Big 9FK - será que o time do buteco vai faturar?
quinta-feira, setembro 22, 2005
segunda-feira, setembro 05, 2005
PALAVR?ES TAMBÉM S?O IMPORTANTES
(O texto abaixo é atribuído ao Verissimo, sei lá se isso é verdade, mas ficou bom e reflete plenamente o que as pessoas pensam sobre palavr?es)
(Luís Fernando Veríssimo)
Os palavr?es n?o nasceram por acaso. S?o recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de express?es que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Portugu?s Vulgar que vingará plenamente um dia. Sem que isso signifique a vulgarizaç?o do idioma, mas apenas sua maior aproximaç?o com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoç?es, seu jeito, sua índole.
"Pra caralho? , por exemplo. Qual express?o traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma express?o matemática: A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho", entende?
No g?nero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negaç?o, está o famoso "Nem fudendo!" O "N?o, n?o e n?o!" assim como o "Absolutamente N?o", já soam sem nenhuma credibilidade. O "Nem fudendo" é irretorquível, e liquida o assunto, te libera, com a consci?ncia tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? N?o perca tempo nem paci?ncia. Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenç?o, filho querido, NEM FUDENDO!" O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e voc? fecha os olhos e volta a curtir o CD do Caetano Veloso.
Por sua vez, o "Porra nenhuma!" atendeu t?o plenamente ?s situaç?es
onde nosso ego exigia, n?o só a definiç?o de uma negaç?o, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota sen?o com um "é PhD porra nenhuma!" ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!" O "porra nenhuma", como voc?s podem ver, nos prov? sensaç?es de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.
Há outros palavr?es igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!" ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!" falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba. Diante de uma notícia irritante qualquer um "Puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios t?m o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E o que dizer de nosso famoso "Vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa
e reforçadora derivaç?o "Vai tomar no meio do seu cu!" Voc? já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no meio do seu cu!" Pronto, voc? retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia ? rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto n?o registrar aqui a express?o de maior
poder de definiç?o do Portugu?s Vulgar: "Fudeu!" E sua derivaç?o mais avassaladora ainda: "Fudeu de vez!" Voc? conhece definiç?o mais exata, pungente e arrasadora para uma situaç?o que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicaç?o? Express?o inclusive que, uma vez proferida, insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como, quando voc? está dirigindo b?bado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitaç?o, e ouve uma sirene de polícia atrás de voc? mandando voc? parar: O que voc? fala? "Fudeu de vez!" Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional ? quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do "Foda-se!"? O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. N?o quer sair comigo? Ent?o "foda-se!" Vai querer decidir essa merda sozinho mesmo? Ent?o "foda-se!" O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituiç?o Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e "Foda-se!".
(Luís Fernando Veríssimo)
Os palavr?es n?o nasceram por acaso. S?o recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de express?es que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Portugu?s Vulgar que vingará plenamente um dia. Sem que isso signifique a vulgarizaç?o do idioma, mas apenas sua maior aproximaç?o com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoç?es, seu jeito, sua índole.
"Pra caralho? , por exemplo. Qual express?o traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma express?o matemática: A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho", entende?
No g?nero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negaç?o, está o famoso "Nem fudendo!" O "N?o, n?o e n?o!" assim como o "Absolutamente N?o", já soam sem nenhuma credibilidade. O "Nem fudendo" é irretorquível, e liquida o assunto, te libera, com a consci?ncia tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? N?o perca tempo nem paci?ncia. Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenç?o, filho querido, NEM FUDENDO!" O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e voc? fecha os olhos e volta a curtir o CD do Caetano Veloso.
Por sua vez, o "Porra nenhuma!" atendeu t?o plenamente ?s situaç?es
onde nosso ego exigia, n?o só a definiç?o de uma negaç?o, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota sen?o com um "é PhD porra nenhuma!" ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!" O "porra nenhuma", como voc?s podem ver, nos prov? sensaç?es de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.
Há outros palavr?es igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!" ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!" falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba. Diante de uma notícia irritante qualquer um "Puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios t?m o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E o que dizer de nosso famoso "Vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa
e reforçadora derivaç?o "Vai tomar no meio do seu cu!" Voc? já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no meio do seu cu!" Pronto, voc? retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia ? rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto n?o registrar aqui a express?o de maior
poder de definiç?o do Portugu?s Vulgar: "Fudeu!" E sua derivaç?o mais avassaladora ainda: "Fudeu de vez!" Voc? conhece definiç?o mais exata, pungente e arrasadora para uma situaç?o que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicaç?o? Express?o inclusive que, uma vez proferida, insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como, quando voc? está dirigindo b?bado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitaç?o, e ouve uma sirene de polícia atrás de voc? mandando voc? parar: O que voc? fala? "Fudeu de vez!" Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional ? quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do "Foda-se!"? O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. N?o quer sair comigo? Ent?o "foda-se!" Vai querer decidir essa merda sozinho mesmo? Ent?o "foda-se!" O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituiç?o Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e "Foda-se!".
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