quinta-feira, outubro 14, 2004

Cachaça para comer

enviado pelo pingófilo Ze Celso

É costume de muitos brasileiros tomar uma dose de cachaça antes do almoço. Os adeptos argumentam que a pinga abre o apetite e torna o ato de comer mais agradável. Com tamanha aceitaçao, é difícil entender porque a bebida raramente é utilizada na culinária. A "branquinha", que foi símbolo de resistencia dos brasileiros frente aos colonizadores portugueses, parece nao agradar as cozinheiras, que recusam a empregá-la no preparo de seus quitutes. A razao é desconhecida. Segundo especialistas, o motivo mais provável pode ser preconceito, pois a cachaça, antes bebida de escravos, sempre esteve ligada a pessoas de menor renda.

De qualquer maneira, a pinga, além de alegrar coraçoes, pode enriquecer muitos pratos, como mostra o jornalista Mauro Marcelo Alves no livro "O Espírito da Cachaça". Além de cozinha, o autor entende muito de bebidas, tendo publicado "Vinho do Porto - Muito Prazer!" e "Vinhos - A Arte da França". Mineiro de Caetanópolis, afirma ser degustador de uma boa cachaça desde a década de 60, quando nem sonhava em ser crítico de gastronomia, atividade que exerceu depois no "Jornal da Tarde", na "Revista Veja Sao Paulo" e no "Guia Quatro Rodas".
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Comprar uma boa pinga é importante. Na hora da escolha, prefira aguardentes de cana que tenham sido acondicionados em tonéis de madeira. Sacuda a garrafa para ver se a bebida forma um colar de borbulhas. Ao colocar no copo, observe se sua consistencia está licorosa, que é o ideal. Confie no seu nariz. Se tem cheiro de cana-de-açúcar, a cachaça é "da boa". Uma pinga de qualidade, quando em contato com as papilas gustativas, deve ser macia e nao pode queimar a garganta. O principal: pinga boa nao dá ressaca.
dose completa aqui