quarta-feira, setembro 15, 2004

Marvada Pinga

Inezita Barroso

"Com a marvada pinga é que eu me atrapaio
Eu entro na venda e já dou meu taio
Pego no copo e dali nao saio.
Ali mesmo eu bebo, ali mesmo eu caio
Só pra carregá é que eu dou trabalho, oi lá

A mulher me disse, ela me falô
Largue de bebe, peço por favô
Prosa de muié nunca dei valô
Bebo com sor quente pra esfriar no calô
E bebo de noite é pra faze suadô, oi lá

Cada veiz que eu caio, caio diferente
Meaço pra trais e caio pra frente
Caio devagar, caio de repente
Vou de currupio, vou diretamente
Mas sendo de pinga eu caio contente, oi lá

Eu bebo pinga porque gosto dela
Eu bebo da branca, bebo da amarela
Bebo no copo, bebo na tigela
E bebo temperada com cravo e canela
Seja quarqué tempo vai pinga na güela, oi lá

Eu fui numa festa no rio tiete
Eu lá fui chegando no amanhece
Já me deram pinga pra mim bebe
Já me deram pinga pra mim bebe
Tava sem ferve

Eu bebi demais e fiquei mamado
Eu caí no chao e fiquei deitado
E, só fui pra casa de braço dado
De braço dado com dois soldado
Muito obrigado"